Acabei de ouvir um trecho de uma música do compositor Zé Ricardo que, há pouco, lançou um cd novo. Ele, na verdade, é produtor do Rock In Rio, mas como todo artista (ou a maioria) precisa expressar sua arte sob todas as formas possíveis e imaginárias. E a música chama "Exato Momento". Na mesma hora entrei na internet para procurar a letra, porém sem êxito (portanto, se alguém souber, por favor, me mandem por e-mail!). Só sei que ela começa assim: "O amor é sorte...". Puxa! É disso que venho falando há algum tempo, inclusive com o meu analista! Sorte de estar na mesma sintonia que a outra pessoa! Das duas estarem dispostas e enxergarem o mesmo caminho! Sorte! E isso significa o quê: que eu sou azarada!!! Não! Ou a minha antena precisa de ajuste! Ou eu não avancei com a tecnologia digital e continuo na era da transmissão via rádio! Também não! Meu Deus! Porque eu não posso pelo menos ganhar na loteria!!! Na verdade, não sou tão azarada assim, já que se não amei, experimentei o amor... Mas voltando ao assunto, não foi só o Zé Ricardo que sacou isso! Rita Lee e Arnaldo Jabour já disseram: "Sexo é escolha. Amor é sorte!". E quem decide isso?! Quem diz: você aí nasceu de bunda virada pra lua, então vai conhecer o homem dos seus sonhos! Não faço a mínima idéia de quem aponta e decide isso! Só sei que bem aventurados aqueles que amam ou que amaram alguma vez. Que tenham sentido (seja qual for o “tipo” de amor) esse sentimento sublime que inspira os românticos e os nem tanto. E se pensarmos bem, se o amor é sorte, ele é um jogo ("love's a game" – ouçam essa canção do The Magic Numbers), e como tal, vale sempre a pena tentar. Pois só há duas coisas possíveis de acontecer: perder ou ganhar. Não importa. Viver sim. E pra fechar: “ Os relacionamentos precisam de duas coisas: beleza e paciência. Se der certo: beleza. Se não der: paciência” (Isso eu ouvi em algum lugar na TV...).
garota de 30 e poucos
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Quanto tempo...
Nossa! Faz muito tempo que eu não escrevo no blog! Talvez os meus amigos estejam achando que desisti dele! Quase! Estava sem tempo, estava sem idéia, estava sem cabeça! No fundo, no fundo, estava sem paciência!!! Nunca tive muita paciência para "navegar" pela internet. Sou uma garota de 30 e poucos totalmente desvirtualizada. Só entro no meu msn quando conheço algum cara interessante e acabo passando pra conhecê-lo melhor. Normalmente, ou o papo não é legal ou o "caso" não dá certo. Mas enfim, quando fiz o blog pensei que minha vida virtual acabava de começar. Porém, como tudo na vida, escrever num blog exige dedicação. E eu mal tenho conseguido cuidar de mim. Só espero ser esse o reinício de algo que trouxe um frescor na minha vida, que aliás, andava um pouco démodé. E por falar em tempo, tenho tido notícias de amigos distantes, que há algum tempo não tinha. E como é bom saber que eles estão bem e que a nossa amizade resiste, como devem resistir os sentimentos que são verdadeiros. E fico ainda mais feliz de saber que posso contar com esses amigos queridos, com os meus novos amigos, e amigos que estão por vir. Afinal, “a amizade é um amor que nunca morre” (Mário Quintana). E o tempo, esse cura tudo e não deixa morrer o que em nós é forte!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
TPM
Fazia tempo que eu não tinha uma TPM tão braba! Além da dor de cabeça, da irritação, dessa vez me deu uma vontade de doce que me fez parecer mulher grávida!!! Mas bendita seja a menstruação! Acho que todas as mulheres já tiveram ou tem TPM. Eu, por exemplo, fico três semanas com e uma sem!!! Malditos hormônios! Até nisso os homens levam vantagem! Ainda bem que eu vou à academia, se não além de irritante, eu estaria rolando por aí... Mas, enfim, algum benefício há de haver. Espero eu. Só acho que todas as outras pessoas deveriam ser mais compreensivas e só elogiarem essa mulher de TPM, pelo menos durante esse período, porque, se não alivia, a faz sentir menos estranha. Mas me digam uma coisa? Quando é que esses malditos hormônios nos deixam em paz? Fico imaginando como deve ser a menopausa... Sentir calor, sentir frio, sentir tudo ao mesmo tempo... Tá vendo? Como podem ainda chamar mulher de sexo frágil, se aguentamos tanta coisa? E se não é a TPM, são as linhas de expressão que surgem no canto do olho, o “bigode chinês” que nos obriga a fazer ginástica facial, a testa que insiste em franzir, enfim, é a lei do envelhecimento, que normalmente, junto com a lei da gravidade, nos faz, aos 30 e poucos achar que TPM é coisa de criança. É, garotas, envelhecer é difícil, ainda mais quando se tem um espelho enorme dentro de casa.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Baladas e happy hours
Ser uma garota solteira de 30 e poucos anos, à primeira vista, pode indicar que as possibilidades de diversão são restritas. Realmente, não é qualquer lugar, qualquer balada, qualquer tipo de gente, que faz essa garota sair de casa. Afinal, aos 30 e poucos, ela se torna ainda mais seletiva. E engana-se aquele que pensa o contrário, porque, ainda que a idade pese, principalmente, para o conceito machista e fashionista da nossa sociedade, são outros os seus atrativos. Pode parecer discurso feminista, mas a verdade é que nessa idade, de um jeito ou de outro, essa garota de 30 e poucos está mais segura consigo mesma. Tem mais consciência de seu corpo e de seu poder de sedução, do que tem a oferecer. A juventude pode significar algo um pouco distante, mas a maturidade traz consigo algo que os homens (os sensíveis e, certamente, os melhores) admiram e muito: confiança. Por isso, ela sai pra se divertir. Azarar, ficar, são coisas secundárias, já que o resultado da noite é antecipado. A curtição começa na hora de se arrumar, de combinar com as amigas, no percurso do caminho. Quinta passada, por exemplo, saí com algumas amigas solteiras pra uma balada, animada com a banda que iria tocar. Esqueci até que no dia seguinte teria que levantar cedo pra trabalhar. E já no caminho, rimos até. A conversa principal foi o que cada uma achava do membro masculino (do pênis)!!! Isso mesmo! A pergunta era: ele é bonito? Para algumas ele não tem nada de interessante, mas todas concordaram que era bom! Só fiquei imaginando que tipo de conversa um grupo de garotos teria num momento como esse... Será que parecida?! Pela conversa já chegamos “calibradas” e com a cerveja, boa e gelada, a curtição foi geral, mesmo com o público feminino predominante do ambiente. Mas percebi, na balada, o quanto as pessoas, independente de quem sejam, são interessantes! Tudo bem que ali somos as melhores pessoas apresentáveis do mundo, mas, enfim, todas com certeza à procura de, como diria o Rei Roberto, emoções. Mas o saldo foi superpositivo. Já no sábado, a balada era banda também, banda muito boa, por sinal. Só que o problema do sábado é o público freqüentador da balada: adolescentes. Nada contra. Eu já fui (em algum lugar do passado) uma. Mas, como disse antes, uma garota de 30 e poucos fica mais seletiva e, apesar de eu não estar à procura de um cara mais (muito mais) velho (ou melhor, de um pai - nada contra!), não tenho jeito pra cuidar de criança. Não agora. Apesar que às vezes me pergunto quando a gente deixa de ser adolescente. Eu mesma me senti uma, acho que até mais ou menos os meus 26, 27 anos. Se for assim, então, não é tão ruim ficar com adolescente. Aliás, eles têm a vantagem de estarem com os hormônios à flor da pele. Sempre animados. Enfim, querendo aprender... Saldo da balada: tirando a molecada de quinze que certamente entrou com identidade falsa, foi positivo. E pra terminar, happy hour de terça-feira com as amigas de 30 e poucos, que há algum tempo eu não via. Excelente! Horas divertidíssimas, muito riso, muito choro, muita novidade, muito papo “cabeça”, muita história fútil. Além do clima de boteco, o legal, também, foi ser surpreendida com uma banda muito boa, mesmo com meia dúzia de mesas ocupadas para prestigiar. E cada uma foi contando da sua vida, e cada uma foi falando da vida dos outros e palpitando sobre a vida da outra, enfim, momento pra comemorar a amizade que, quando verdadeira, tempo nenhum faz estremecer. E mesmo invejando a amizade dos meninos, de tão desencanada e leve, pude perceber que nós meninas também sabemos nos divertir sem “fofoquinhas” e “invejinhas”. Temos muito assunto, além de ficar falando mal da vida alheia!!! Por isso acho que a grande diferença de uma e de outra é o nível de álcool no sangue. Finalmente, fomos embora tarde e eu revigorada. Pronta pra mais uma, pronta pro que a vida quisesse me oferecer. Por que? Porque não há nada melhor no mundo do que sair, se divertir, estar em boa companhia, conhecer gente nova... Talvez isso seja liberdade. Talvez seja apenas amadurecimento, talvez seja eu querendo r ecuperar algum tempo perdido, ou melhor, não querendo mais perder tempo...
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Escolhas.
Como qualquer adolescente, ao chegar à tão temida época do vestibular, tive, muito provavelmente, que fazer a minha primeira escolha importante na vida. Até então, o máximo que exigiu de mim um tempo considerável de meditação foi se eu deveria ou não fazer suporte no meu cabelo!!! Essa, talvez, fosse uma das minhas maiores preocupações. Mas, voltando ao vestibular, muitas eram as minhas opções, o que eu me identificava e gostaria de fazer: publicidade, jornalismo, artes cênicas... Porém, todas elas não me pareceram, naquele momento, a escolha certa, a mais “segura”. Então, optei, na inscrição, pelo curso de Direito. E foi muito mais porque ele me pareceu atrativo em termos de êxito profissional, do que propriamente porque em algum lugar do meu passado eu havia dito: ”quando crescer quero ser juíza, advogada, delegada, etc. E apesar de não estar preparada o suficiente, para minha surpresa (dos meus pais e de quase todo mundo que me conhecia), eu passei no vestibular. Aos 17 anos, numa universidade pública, no interior do Estado. Eu, uma garota da capital, que mal andava de ônibus, que nunca havia feito qualquer tarefa de casa, tinha pela frente um grande desafio: me mudar de cidade, morar sozinha, longe dos meus amigos e da minha família. Tudo bem que eu não tinha muita opção, diga-se de passagem, afinal, havia passado em uma faculdade apenas. Talvez por isso eu não pensei muito em me decidir a ir. Ou talvez, tenha sido porque eu precisava dar uma “mexida” na minha vida. O fato é que eu fui e foram os melhores anos da minha vida. Foi onde eu encontrei minhas amigas do coração e meus amigos queridos. Lugar de descobertas e aprendizados, não só dentro das quatro paredes da sala de aula, mas, principalmente, fora dela... E por que eu estou contando essa história? Simples: só pra lembrar que a vida é feita de escolhas. Não sabemos quando a enfrentamos se elas são as certas, apenas nos deixamos levar por um motivo ou outro. A única certeza é: tudo na vida se resume a elas. E posso dizer mais: nós somos a soma dessas escolhas. E por isso sempre digo que conhecemos as pessoas pelo que elas fazem e não tanto pelo que elas são. E o que é mais legal de tudo isso é que escolher é um ato em constante mudança. Não devemos ter medo de deixar velhas escolhas e partirmos para novas... Mas então o que muitas vezes nos impede de fazermos novas escolhas??? O medo do fracasso! Esquecemos muitas vezes de sonhos com receio de fracassar. É claro que, como qualquer ser humano, a princípio, é muito melhor permanecer na zona de conforto, na qual tudo é conhecido e com a qual estamos acostumados a lidar. A questão, todavia, é por que o medo da mudança? Ora, se muitos daqueles que transformaram o mundo tivessem deixado o medo prevalecer, o mundo, muito provavelmente, não seria como é hoje. Por isso eu afirmo que o ato de escolha não deixa de ser um ato revolucionário, no sentido de profunda transformação. E, hoje, aos trinta, encaro isso como se estivesse tendo uma nova chance de recomeçar.
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