segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Escolhas.


Como qualquer adolescente, ao chegar à tão temida época do vestibular, tive, muito provavelmente, que fazer a minha primeira escolha importante na vida. Até então, o máximo que exigiu de mim um tempo considerável de meditação foi se eu deveria ou não fazer suporte no meu cabelo!!! Essa, talvez, fosse uma das minhas maiores preocupações. Mas, voltando ao vestibular, muitas eram as minhas opções, o que eu me identificava e gostaria de fazer: publicidade, jornalismo, artes cênicas... Porém, todas elas não me pareceram, naquele momento, a escolha certa, a mais “segura”. Então, optei, na inscrição, pelo curso de Direito. E foi muito mais porque ele me pareceu atrativo em termos de êxito profissional, do que propriamente porque em algum lugar do meu passado eu havia dito: ”quando crescer quero ser juíza, advogada, delegada, etc. E apesar de não estar preparada o suficiente, para minha surpresa (dos meus pais e de quase todo mundo que me conhecia), eu passei no vestibular. Aos 17 anos, numa universidade pública, no interior do Estado. Eu, uma garota da capital, que mal andava de ônibus, que nunca havia feito qualquer tarefa de casa, tinha pela frente um grande desafio: me mudar de cidade, morar sozinha, longe dos meus amigos e da minha família. Tudo bem que eu não tinha muita opção, diga-se de passagem, afinal, havia passado em uma faculdade apenas. Talvez por isso eu não pensei muito em me decidir a ir. Ou talvez, tenha sido porque eu precisava dar uma “mexida” na minha vida. O fato é que eu fui e foram os melhores anos da minha vida. Foi onde eu encontrei minhas amigas do coração e meus amigos queridos. Lugar de descobertas e aprendizados, não só dentro das quatro paredes da sala de aula, mas, principalmente, fora dela... E por que eu estou contando essa história? Simples: só pra lembrar que a vida é feita de escolhas. Não sabemos quando a enfrentamos se elas são as certas, apenas nos deixamos levar por um motivo ou outro. A única certeza é: tudo na vida se resume a elas. E posso dizer mais: nós somos a soma dessas escolhas. E por isso sempre digo que conhecemos as pessoas pelo que elas fazem e não tanto pelo que elas são. E o que é mais legal de tudo isso é que escolher é um ato em constante mudança. Não devemos ter medo de deixar velhas escolhas e partirmos para novas... Mas então o que muitas vezes nos impede de fazermos novas escolhas??? O medo do fracasso! Esquecemos muitas vezes de sonhos com receio de fracassar. É claro que, como qualquer ser humano, a princípio, é muito melhor permanecer na zona de conforto, na qual tudo é conhecido e com a qual estamos acostumados a lidar. A questão, todavia, é por que o medo da mudança? Ora, se muitos daqueles que transformaram o mundo tivessem deixado o medo prevalecer, o mundo, muito provavelmente, não seria como é hoje. Por isso eu afirmo que o ato de escolha não deixa de ser um ato revolucionário, no sentido de profunda transformação. E, hoje, aos trinta, encaro isso como se estivesse tendo uma nova chance de recomeçar.    

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